A Biblioteca da Meia-Noite – Matt Haig | Resenha #421 @BertrandEditora

Como resenharei esse livro maravilhoso? Vou tentar, farei o meu melhor. Mas sei que o meu melhor é dizer para vocês irem correndo ler esse livro, entenderam? (risos)
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A Biblioteca da Meia-Noite –  Matt Haig | Resenha #421 @BertrandEditora

 

Título: A biblioteca da meia-noite
Autor: Matt Haig
Lançamento: 2021
Estante: Skoob
Páginas: 308
Editora: Bertrand Brasil
Comprar: Amazon
Literatura: Estrangeira
Gênero: Romance
Estrelas: 5/5

Sinopse: A biblioteca da meia-noite é um romance incrível que fala dos infinitos rumos que a vida pode tomar e da busca incessante pelo rumo certo.

Aos 35 anos, Nora Seed é uma mulher cheia de talentos e poucas conquistas. Arrependida das escolhas que fez no passado, ela vive se perguntando o que poderia ter acontecido caso tivesse vivido de maneira diferente. Após ser demitida e seu gato ser atropelado, Nora vê pouco sentido em sua existência e decide colocar um ponto final em tudo. Porém, quando se vê na Biblioteca da Meia-Noite, Nora ganha uma oportunidade única de viver todas as vidas que poderia ter vivido.

Neste lugar entre a vida e a morte, e graças à ajuda de uma velha amiga, Nora pode, finalmente, se mudar para a Austrália, reatar relacionamentos antigos – ou começar outros –, ser uma estrela do rock, uma glaciologista, uma nadadora olímpica... enfim, as opções são infinitas. Mas será que alguma dessas outras vidas é realmente melhor do que a que ela já tem?

Em A biblioteca da meia-noite, Nora Seed se vê exatamente na situação pela qual todos gostaríamos de poder passar: voltar no tempo e desfazer algo de que nos arrependemos. Diante dessa possibilidade, Nora faz um mergulho interior viajando pelos livros da Biblioteca da Meia-Noite até entender o que é verdadeiramente importante na vida e o que faz, de fato, com que ela valha a pena ser vivida.


Bom iniciarei a resenha falando da minha primeira impressão desse livro. Quando comecei a ler o livro A Biblioteca da Meia Noite, achei que fosse um livro de autoajuda. Pois, é o tipo de livro que te incentiva a viver, ter uma boa vida, rejeitando tudo que há de ruim no mundo. Esse livro é um livro de superação sim, mas não tem nada de clichê, é original, acreditem em mim. Já li muitos livros de autoajuda para saber qual é a diferença.

Nesse livro tem muitas citações maravilhosa, colocarei aqui na resenha algumas entre os parágrafos, ok?

Bom vamos lá! Nora, a protagonista do livro, está insatisfeita com sua vida. Ela acha que não serve para nada, que ninguém precisa dela, que não faz falta a ninguém. Então tenta se matar, mas não morre, ela vai parar na Biblioteca da Meia-Noite, que é uma espécie de limbo.

Lá há livros contando todas as vidas que Nora poderia ter vivido, mas não viveu. São os livras das vidas possíveis de Nora. Sei que é complexo de entender sem maiores informações, mas não devo falar mais nada, pois, posso soltar spoiler.

“– Entre a vida e a morte, há uma biblioteca – disse ela. – E, dentro dessa biblioteca, as prateleiras não tem fim. Cada livro oferece uma oportunidade de experimentar outra vida que você poderia ter vivido. De ver como as coisas seriam se tivesse feito outras escolhas… Você teria feito algo diferente, se houvesse a chance de desfazer tudo do que se arrepende?” Pag. 41

Acho que esse trecho do livro explica um pouco o que quero dizer.

Nora vai vivendo as suas vidas, dos livros que escolhe na Biblioteca da Meia Noite com a ajuda da Sra. Elm que conhece Nora desde os tempos de escola. É a Sra. Elm que explica e ajuda Nora nessa Biblioteca, pois tudo é assustadoramente novo para a protagonista.

“Há vidas em que você toma diferentes decisões. E essas decisões levam a resultados distintos. Se tivesse feito apenas uma coisa de maneira diferente, você teria uma história de vida diferente. E todas existem na Biblioteca da Meia-Noite. Todas são tão reais quanto esta vida”. (pág 43)

Bom… vai vivendo “suas” vidas, gostando de umas, não gostando de outras. Mas o que é importante entender aqui, é que Nora não se encaixa em nenhuma vida “sua”. Então como escolher em qual vai viver?

O tempo vai passando, e Nora não se decide, até que de repente, ela começa a viver em uma vida que acha que pode ser feliz nela. Mas as coisas não são tão fáceis assim. E quando ela menos espera, ela volta para a Biblioteca da Meia Noite, reclamando com a Sra. Elm porque não a deixou lá, nessa vida que ela acha que seria feliz.

A Sra. Elm explica o que aconteceu, mas coisas mais sérias acontecem, e Nora tem que correr para ler determinado livro. E quando consegue, há uma surpresa, talvez, seja o melhor ensinamento desse livro (vocês vão ter que ler para saber – risos)

“Bertrand Russel escreveu que ‘Temer o amor é temer a vida, e quem teme a vida já está a meio caminho da morte. Talvez aquele fosse seu problema. Talvez ela estivesse simplesmente com medo de viver. Mas Bertrand Russel experimentou mais casamentos e casos amorosos que pratos de comida, então talvez não fosse a pessoa mais indicada para dar conselhos.” (pág. 49)
“Um pessoa é como uma cidade. Não se pode deixar que algumas áreas menos aprazíveis provoquem uma repulsa generalizada pelo todo. Pode ser que haja algumas partes das quais você não goste, umas ruas e uns bairros perigosos, mas as coisas boas fazem o todo valer a pena.” (pág. 61)

Bom pessoal, o que mais posso dizer? Encantei-me com A Biblioteca da Meia-Noite, ele de fato foi uma grata surpresa, e recomendo fortemente que vocês o leiam, certo? Vocês não vão se arrepender. Vou finalizar por aqui, deixando vocês na companhia de mais alguns trechos do livro. Até a próxima!!!

“– A vida é estranha – disse ela. – O jeito como a vivemos toda de uma vez. Numa linha reta. Mas esse não é o todo, na verdade. Porque a vida não é feita só das coisas que a gente faz, mas das coisas que a gente não faz também. E cada momento da nossa vida é um tipo de… bifurcação.” (pág. 125)
“Ela havia pensado, em suas horas noturnas e suicidas, que a solidão fosse o problema. Mas isso porque não tinha sido uma solidão de verdade. A mente solitária na cidade movimentada anseia por conexão porque acredita que a conexão humana-humano é o sentido de tudo. Mas em meio à natureza pura (ou o ‘tônico selvagem’, como Thoreau o chamava), a solidão assumia um caráter diferente. Tornava-se, em si mesma, um tipo de conexão. Uma conexão entre si mesma e o mundo. E entre ela e ela mesma.” (pág. 141)
“Quer dizer, as coisas seriam bem mais fáceis se a gente entendesse que não existe um certo modo de viver que nos torne imunes à tristeza. E que a Tristeza é parte intrínseca do tecido da felicidade. Não dá para ter uma sem a outra. Obviamente, elas vêm em diferentes graus e doses. Mas não há uma vida sequer em que a pessoa possa existir num estado permanente de felicidade absoluta. E imaginar que existe uma vida assim só acrescenta mais infelicidade á nossa vida.” (pág. 193/194)
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