[Dica de Leitura] Menino de Ouro – Abigail Tarttelin @GloboLivros

Livro: Menino
de Ouro
Autor: Abigail
Tarttelin
Ano: 2013
Páginas: 384
Editora: Globo Livros
Estante: SkoobGoodreads
Comprar: Amazon, Saraiva

Sinopse: A
família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia
construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a
fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe
de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público.
O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família
Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max.
Melhor
aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre
as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que
sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um
segredo. Ele é diferente, especial. Max é intersexual: nasceu com os dois
conjuntos de cromossomos, XX e XY e, portanto, é menino e menina. Ou nenhum dos
dois.
É
a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail
Tarttelin compõe a sua narrativa em Menino de Ouro. Cada uma das personagens
esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu
relacionamento com Max.
Apesar
da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus
questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos
quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente
quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de
sua confiança da pior maneira que poderia.
Max
se vê forçado a explorar seu segredo radicalmente, e percebe que muito mais foi
escondido desde o seu nascimento. Por que sua família nunca conversou sobre
suas opções? Quais eram elas? Como seria seu futuro? Como os outros lidariam
com ele agora: seus amigos, seus parentes… Sua namorada? Quem é Max,
realmente?
No romance, Abigail Tarttelin trata de forma sensível,
mas direta, as questões da identidade e do que consideramos “ser normal”. A
autora traz à tona questionamentos sobre até que ponto o gênero sexual define
uma pessoa e suas relações, por dentro e por fora.

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