[Dica de Leitura] O Livreiro de Cabul – Ãsne Seierstad @editorarecord

Livro:
O Livreiro de Cabul
Autor:
Ãsne Seierstad
Ano:
2006
Editora:
Recorde
Estante:
SkoobGoodReads
Comprar:
Amazon


Sinopse: Por ter vivido três meses
com uma família afegã, na primavera de 2002, logo após a queda do regime
talibã, a jornalista norueguesa Asne Seierstad pôde produzir esta narrativa
ímpar que mostra aspectos do país que poucos estrangeiros testemunhariam. Como ocidental,
mulher e hóspede de Sultan Khan, um livreiro de Cabul, obteve o privilégio de
transitar entre o universo feminino e masculino de uma sociedade islâmica
fundamentalista. Preso e torturado durante o regime comunista, Sultan Khan teve
sua livraria invadida e parte dos livros queimados, mas alimentava o sonho de
ver seu acervo de 10 mil volumes sobre história e literatura afegã
transformar-se no núcleo de uma nova Biblioteca Nacional.

Apesar da situação estável, a família do livreiro, dividia uma casa de quatro
cômodos em uma cidade que se recuperava da guerra e de trágicos reflexos
políticos. Os integrantes da família acostumaram-se à presença da autora sob
uma burca. Assim, ela pôde observar relatos das rixas do clã; da exploração
sexual das jovens viúvas que esperavam doações de alimentos das organizações de
ajuda internacional; da adúltera sufocada com um travesseiro pelos três irmãos
sob as ordens da mãe; do exílio no Paquistão da primeira esposa de Sultan Khan,
após um segundo casamento com uma moça de 16 anos, do filho adolescente do
livreiro obrigado a trabalhar 12 horas por dia sem chance de estudar.

A autora apresenta uma coleção de personagens comoventes que reflete as
contradições do Afeganistão, e nos emociona sobretudo ao apresentar a rotina, a
pobreza e as limitações impostas às mulheres e aos jovens do país. O
protagonista, mesmo sendo um homem de letras, é um tirano na orientação
familiar, nos negócios, e pautado pelo radicalismo. Prova disso é que,
indignado com o trabalho da autora, o livreiro de Cabul que inspirou o
personagem Sultan Khan foi à Noruega com o propósito de pedir reparação
judicial.

Apesar da situação estável, a família do livreiro, dividia uma casa de quatro
cômodos em uma cidade que se recuperava da guerra e de trágicos reflexos
políticos. Os integrantes da família acostumaram-se à presença da autora sob
uma burca. Assim, ela pôde observar relatos das rixas do clã; da exploração
sexual das jovens viúvas que esperavam doações de alimentos das organizações de
ajuda internacional; da adúltera sufocada com um travesseiro pelos três irmãos
sob as ordens da mãe; do exílio no Paquistão da primeira esposa de Sultan Khan,
após um segundo casamento com uma moça de 16 anos, do filho adolescente do
livreiro obrigado a trabalhar 12 horas por dia sem chance de estudar.


A autora apresenta uma coleção de personagens comoventes que reflete as
contradições do Afeganistão, e nos emociona sobretudo ao apresentar a rotina, a
pobreza e as limitações impostas às mulheres e aos jovens do país. O
protagonista, mesmo sendo um homem de letras, é um tirano na orientação
familiar, nos negócios, e pautado pelo radicalismo. Prova disso é que,
indignado com o trabalho da autora, o livreiro de Cabul que inspirou o
personagem Sultan Khan foi à Noruega com o propósito de pedir reparação
judicial.

Leia também

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Arquivos