Projeto #LeiaPassarinha de Kathryn Erskine – Conclusões @EdValentina



Projeto #LeiaPassarinha de Kathryn Erskine – Conclusões
@EdValentina
Participar desse projeto foi uma
coisa que eu amei muito fazer parte. Eu já conhecia o livro, já tinha me
apaixonado pelo jeito peculiar da Caitlin e, autista ou portadora da síndrome de 
Asperger, essa menina me ensinou muito na primeira vez que li o livro e agora
na re-leitura eu vi tudo de uma forma muito diferente –
sério, quem ler esse
livro deve com certeza o re-ler depois de um tempo, pois as coisas vão se
mostrar de uma forma completamente diferente rs
.

Gostaria muito de ter postado ontem,
2 de abril é o Dia MUNDIAL DA 
CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO, mas não foi possível.
Então aqui está nossa colaboração para esse projeto.
Antes que alguém fique apavorado
vamos conhecer os “significados”.




Autismo-> Transtorno definido por alterações presentes
antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas
na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

Síndrome de Asperger-> Transtorno neurobiológico enquadrado dentro
da categoria de transtornos globais do desenvolvimento. Ela foi considerada,
por muitos anos, uma condição distinta, porém próxima e bastante relacionada
ao autismo
.
Pronto, definições nos termos
“médicos” devidamente apresentadas, vamos falar sobre o livro Passarinha de Kathryn
Erskine, lançado pela Editora Valentina aqui no Brasil em 2013.

“No mundo de Caitlin tudo é preto
ou branco. As coisas são boas ou más. Qualquer coisa no meio do caminho é
confuso. Essa é a máxima que o irmão mais velho de Caitlin sempre repetiu. Mas
agora Devon está morto e o pai não está ajudando em nada. Caitlin quer acabar
com isso, mas como uma menina de onze anos de idade, com síndrome de Asperger
ela não sabe como. Quando ela lê a definição de encerramento ela percebe que é
o que ela precisa. Em sua busca por ele, Caitlin descobre que nem tudo é preto
ou branco, o mundo está cheio de cores, confuso e bonito. ”

Caitlin, que sofre de síndrome de
Asperger e acaba de perder seu irmão em um tiroteio na escola (o tiroteio na
escola Virginia Tech de abril de 2007, em que se baseou a autora), ela é uma
pessoa muito lógica e literal, suas emoções não funcionam da maneira que
precisam e isso para ela acha é o seu maior desafio.
Descobrir a emoção de uma
pessoa a olhando nos olhos é como resolver um quebra-cabeça muito frustrante, quando
Caitlin vê um olhar no rosto de alguém, ela tem que pensar no mural de diferentes
expressões que sua conselheira, a senhora Brook, criou para ensiná-la. São as
sobrancelhas levantadas? São a boca e a testa franzidas? Os olhos estão lacrimejando?
Caitlin odeia pessoas perturbadoras, mas acaba fazendo exatamente isso em
muitas ocasiões devido à sua extrema honestidade e suas tentativas falhadas de
agradar as pessoas sendo sincera. Ela não entende ou sabe como
“embelezar” e “elogiar” uma pessoa, a menos que ela
realmente signifique isso. E isso faz parte da SUA EDUCAÇÃO, Caitlin não tem
amigos e o que ela considera próximo a isso são: Seu dicionário, sua TV e seu
computador.

Devon era seu ponto de equilíbrio
e também a pessoa que a ensinava a se comportar e lidar com o mundo “exterior”,
já seu pai não tem conseguido cumprir essa tarefa tão bem depois da morte do
filho mais velho.
Por não conseguir compreender os
sentidos figurados das citações, Caitlin acaba criando um jeito peculiar e divertido
com as conotações, das diversas associações que para ela são lógicas, por
exemplo: uma pessoa que faleceu foi para o céu, ela olha para o céu em busca da
pessoa; ou, se vai chover canivetes, ela fica aterrorizada pensando no que
faria se estivesse, no momento da chuva, à céu aberto.

Caitlin não gosta do recreio,
onde se sente exposta a diversos riscos aos quais não pode se antecipar, e não
consegue evitar. Quando se sente desconfortável por algum motivo – e em
qualquer lugar – ela utiliza a expressão “está me dando uma sensação de recreio
no estômago”.

Caitlin e seu irmão tinham um
filme preferido “To Kill A Mockingbird” – Matar
Passarinho
, dois irmãos que são criados pelo pai: Jem e Scout. A família no
filme tinha uma empregada que cuidava da casa e à noite voltava para sua casa,
para cuidar de seus filhos. Relacionando sua família com a do filme, Caitlin
achava que talvez, o que tivera acontecido com sua mãe fora isso: saíra para
cuidar de outros filhos e não conseguira mais retornar para a própria casa.

A trama desenvolve mesmo quando
Caitlin conhece a palavra “DESfecho”, ela pesquisa e descobre que é uma maneira
de “dar um fim” ao período que está vivendo. E com a ajuda de senhora Brook,
ela entende como é difícil, e percebe que quando o seu pai vai chorar no
banheiro ele tem, de alguma maneira, de encontrar novamente seu rumo.

É a partir desse momento que
vamos ver como essa criança limitada, é inteligente e busca a todo custo ajudar
seu pai, e ela própria a capitar o sentido da vida sem Devon, passando a
enxergar o mundo em suas cores. E que por mais que a falta dele doa, a vida
seguirá em frente para eles.
Passarinha é um livro muito
especial, faz com que a gente passe a ver o milagre da proximidade humana
através de observações do mundo pelos olhos da Caitlin. Experimentamos todo o
“romance” de uma forma que o amor não é mais sentido pelos seres
normais, mas através da Caitlin. Isto é especialmente poderoso. O charme que
Caitlin mostra ao mundo é tão bom que te ajuda a entender as pessoas com
Autismo, Asperger ou qualquer outra Deficiência, são capazes e podem fazer o
que querem. E que eles são os mais prejudicados quando as pessoas esperam
somente o “desastre” que possam vir deles.

Um livro de sentimentos, triste,
porém não é um triste depressivo e sim um o tipo de livro que renova a esperança.
A Bell também fez um vídeo sobre
o livro, vou deixar aqui em baixo. Depois passem lá no canal delas para
conferir as novidades e se preparem que vai rolar muitas coisas legais entre
nós (blog + canal Palmito Muxo).

Vocês podem comprar seu exemplar de Passarinha na Amazon e na Saraiva.

Espero que vocês gostem. E não
deixem de ler Passarinha, várias vezes, para que o livro fale com vocês de
várias formas.

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