Resenha #56 Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso, série Hábeis I – @DianaScarpine

Título: Entrelace: Caminhos que se Cruzam
ao Acaso, série Hábeis I
Autor (a): Diana Scarpine
Lançamento: 2017
Estante: SkoobGoodReads
Editora: Amazon
Páginas: 485
Literatura: Nacional
Gênero: Drama, Romance
Estrelas: 4/5
  

Sinopse: Carol é uma mulher insegura e preconceituosa, que tem um relacionamento
virtual com Henri, um homem forte e independente, que enfrenta as adversidades
que a vida lhe impõe. Aparentemente apaixonados, embora nunca tenham se visto
pessoalmente, eles anseiam transpor o namoro virtual para o real, mas o tão
sonhado primeiro encontro não acontece como planejaram e eles rompem o
relacionamento. Por mais que tentem se manter afastados, os destinos de Henri e
Carol foram irremediavelmente entrelaçados e seus corações, unidos pelo amor,
mas implacavelmente afastados pelo preconceito. O amor será capaz de vencer
esse profundo e intenso embate contra o preconceito? Ou o preconceito será
capaz de subjugar o amor presente no coração de uma mulher?



*** 

O ponto de vista pode complicar tudo…
Sim, escolhi começar a resenha
assim, por que é melhor refletir antes de ler minha resenha de Entrelace:
Caminhos que se Cruzam ao Acaso
.

Para início de conversa, essa é
uma estória de amor como todas as outras? Não! E se você espera aqui, encontrar
uma “mocinha” apaixonada e que sofre por amor não correspondido,
sugiro que você preste muita atenção aos pontos durante a leitura.
Em Entrelace, vamos conhecer Henrique e Carolina, um casal atípico que
se conheceu virtualmente e desenvolveu um relacionamento. Interessante, não
é?

Henri mora em São Paulo e Carol
em Jequié na Bahia, apaixonam-se e só se conhecem por troca de emails, SMS e
telefonemas… Ah! Também já trocaram uma fotografia, essa qual nenhuma
anormalidade foi notada.

Por um longo tempo não se encontraram além da
grande distância, havia também a apreensão de Henri em relação a reação que
Carol teria ao encontrá-lo, ele vive – muito bem obrigada! – devo acrescentar,
em uma cadeira de rodas por causa da tetraplegia causada em um acidente que sofreu há vinte anos. Muito bem resolvido intelectualmente e emocionalmente, para Henri
sua vida é como a de qualquer outro homem, ele tem limitações sim, mas quem não as têm?

Ele só não esperava ser tratado
por Carol com tanta humilhação, ela além de ficar surpresa ao encontrá-lo em uma
cadeira de rodas, fica também furiosa, o acusa de enganá-la e diz nunca poder ser
completamente feliz com um “meio homem”.

O relacionamento então termina
com Carol insultando Henri e o deixando com todas as ofensas que ela disse. Mas
infelizmente as coisas não são bem assim, o destino não os separa totalmente e eles acabam tendo que trabalhar
juntos, o que não é fácil para nenhum deles. E Carol, cega por um preconceito
absurdo, não se cansa de ferir Henri a cada momento, provocando até mesmo um
novo ‘acidente’.

Com o passar do tempo, as coisas
vão ficando aceitáveis entre eles, não melhoram, mas o convívio é menos
conturbado. Eles vão descobrindo que suas vidas estão Entrelaçadas há mais tempo
do que imaginam e o Acaso é algo chamado destino que os uniu a muito tempo
atrás, quando ambos nem imaginavam o que passariam…
Sinceramente, se eu continuar
falando da história em si, vou acabar soltando spoilers sem querer.

É mais do que sério o assunto
abordado pela Diana no livro. Ela trata de preconceito, bullying e aceitação no
mesmo nível. Colocando nós, leitores, em um estado de amor e ódio juntos. A forma
como Henri lida com a Carol me deixou muito irritada, ele se aceita, é maduro e
bem resolvido com a deficiência, mas por amor deixa que ela o massacre demais!

Eu não gostei da Carol já no
início, ela me pareceu ter problemas consigo mesmo logo nas primeiras páginas e
com o desenrolar da leitura confirmei minhas dúvidas e passei a ter um pouco
mais de “compaixão” por ela. Alguém que sofre os traumas que ela
sofreu, não deveria ser tão cruel com ninguém, nem consigo mesmo. Mas ela enfim
acorda para a vida e finalmente reconhece o grande homem que Henri é.

O livro é uma perfeita lição de
vida, é todo um crescimento de sentimentos, acompanhar todo o sofrimento deles,
tudo o que Carol faz com Henri, tudo o que cada um relata sobre seus
sentimentos, o que eles passam, cada ponto de vista citada por um ângulo/
pessoa da história, é maravilhoso e faz com que a gente reflita sobre nosso
agir na real life. A Diana também
esclarece muita coisa sobre deficientes físicos: tratamento, cuidados diários,
sexualidade, tudo com explicações bem detalhadas. Também explica sobre o
transtorno de uma pessoa que sofre por ser tão egoísta e mesquinha por causa do
preconceito que sente, sem querer ser assim.

A escrita da Diana é muito boa,
porém, alguns termos/palavras usadas dificultam um pouco a leitura, como eu li
no Kindle por vezes a leitura se tornou cansativa com tantas palavras
sinônimas. Mas não é ruim, o livro é intrigante e não deixa que a gente desista
da leitura até chegar ao final e saber como eles terminam.

Classifiquei Entrelace: Caminhos
que se Cruzam ao Acaso
com 4 estrelas pelo motivo que citei acima. Mas sinto-me
honrada de ter lido esse livro tão cativante, apaixonante e emocionante.
Infelizmente essa nova edição de Entrelace não tem livro físico, eu li em
e-book no Kindle e você pode adquirir o seu aqui. Aguardo ansiosamente alguma editora publicar essa maravilha.

E Diana, muito obrigada por me
apresentar ao seu trabalho, tão maravilhoso e por ser uma parceira igualmente
maravilhosa! Espero ter conseguido transmitir tudo através dessa resenha e quem
venham mais coisas boas de nossa parceria.
Me digam o que acharam da
resenha.
Beijos.
See ya!
Mazinha

Mazinha

Sou Mazinha, minha idade não importa, né? A alma é eterna KKKKK’ Moro em uma cidadezinha inexistente no mapa, sou viciada em Crepúsculo e todas as fanfics baseada nele, o que não quer dizer que a SM seja a minha autora da vida. Amo Romances e tenho me aventurado nos thrillers e segundo a Dani Fernandes eu adoro romance hot, só que nunca confirmei isso! Comecei a ler com 10 anos (vocês que lutem para fazer cálculos, eu sou de humanas).

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