Resenha #335 Nevernight – Jay Kristoff @plataforma21_

Resenha #335 Nevernight – Jay Kristoff @plataforma21_






Título: Nevernight (As crônicas da Quasinoite #1)
Autor: Jay Kristoff
Lançamento: 2017
Estante: Skoob
Páginas: 680
Editora: Plataforma21
Comprar: Amazon
Literatura: Internacional
Gênero: Fantasia, Young Adult
Estrelas: 4,0/5

Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la. Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”… No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram. Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato… O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.

***

Essa foi mais uma das muitas leitura conjuntas que eu fiz junto com o Jésus e que salvou essa quarentena/pandemia. E já digo que eu devorei a série toda com suas quase duas mil páginas em 3 semanas.

Nevernight é o primeiro volume das Crônicas da Quasinoite, do autor Jay Kristof, e nos apresenta Mia Corvere. A menina viu seu pai ser morto após este ter traído a República de Itreya. Após isso, sua mãe e seu irmão mais novo são preso e a menina é levada para ser morta, porém, ela consegue escapar. Até que encontra Mercúrio, que acaba a adotando e a treinando.

Mia tem sede de vingança. Ela jurou matar aqueles que são responsáveis pela morte de seu pai e pela prisão de sua mãe, eles são três homens influentes do governo, e, para isso, ela precisa se tornar uma assassina da Igreja Vermelha. Assim, Mia parte em busca dos meios de conseguir sua tão sonhada vingança.

Quando eu comecei a ler essa história eu realmente não sabia o que esperar, mas me surpreendi muito. Eu fui tão fisgada pela trama que, como disse no início da resenha, li o livro em uma semana e isso num momento em que eu não estava conseguindo ler nada.

Inicialmente o livro é um pouco lento, mas conforme a trama se desenvolve o ritmo engata e aí pro fim do livro é um pulo, pois você fica tão envolvido que não percebe o passar das páginas. O universo criado pelo autor é único e cheiro de horror, sombras, desgraças, medo e outras coisas não muito boas. Mas, mesmo assim, é um mundo fascinante. Jay Kristof consegue nos mostrar porque a caçada de Mia deve acontecer e nos faz torcer pela nossa protagonista.

O autor usa de notas de rodapé (e quando eu digo usa, é que ele usa mesmo, tem muitas notas de rodapé e algumas são bem grandes) para nos apresentar algumas coisas a mais para a história, mas mais do que apenas uma simples explicação a mais de termos e coisas importantes, essas notas nos trazem um segundo narrador e nos faz perceber que não é exatamente Mia quem está narrando a história. Porém, quem é esse narrador é uma dos grande mistérios do livro. E se prepare, pois você criará várias teorias sobre muitas coisas.

Mia não é uma personagem comum, ela é bem forte e sabe o que quer, vingança contra os que mataram sua família. Ela é bem surpreendente e a todo momento nos deixa em choque com suas escolhas. Ela é destemida, perigosa, mortífera e bem marrenta em muito momentos. Tudo isso sem perder sua essência, sem perder a esperança e o amor que ela carrega em meio a tanta escuridão.

Agora, vou dedicar esse parágrafo a exaltação do melhor personagem da trama! Senhor Simpático. Ele é o companheiro de Mia e um dos melhores personagens, se não o melhor, de toda trama. Ele é um não-gato que segue a sombra de Mia, muitas vezes sendo parte dela, e tem os comentários mais afiados e ácidos nos momentos mais oportunos.

Nevernight é uma boa pedida para quem gosta de fantasia mais adulta e com muitas páginas (são mais de 600 páginas só nesse primeiro volume). Com cenas de ação que as vezes chegam a ser muito violentas e cenas de sexo bem detalhadas, essa é uma história que agrada tanto ao público mais jovem que se identifica coma protagonista que é adolescente, quanto ao público mais velho que curte cenas mais sombrias.

Beijos e até a próxima!

Bell

Bell

Sou Bell Paula, tenho 28 anos e sou Bacharel em química e estudante de Tecnologia de Processos Químicos. A leitura está presente na minha vida desde criança, quando meus pais compravam para mim os gibis da Turma da Mônica, isso com meus 8 anos. Apaixonada por série que ninguém conhece, filmes clichês e músicas estranhas, tenho no manuscrito um lugar para falar das minhas leituras e compartilhar minha paixão. Amo livros de YA, romance e fantasia, mas adoro um bom clichê.

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