Resenha #284 Os Manuscritos Perdidos de Charlotte Brontë – Charlotte Brontë @FaroEditorial

Título: Os Manuscritos Perdidos de Charlotte Brontë
Autor (a): Charlotte Brontë
Lançamento: 2019
Estante: Skoob
Páginas: 176
Editora: Faro Editorial
Compra: Amazon
Literatura: Estrangeira
Gênero: Ficção, Não-ficção, Romance
Estrelas: 4,5/5
Sinopse: Resgatado de um naufrágio e perdido por quase dois séculos, este livro tem uma história tão incrível quanto as escritas pela família Brontë.

Viajando por quase duzentos anos entre o Velho e o Novo Mundo, os manuscritos passaram por diversas mãos e sobreviveram até a um naufrágio. Mais do que os primeiros rascunhos do que viria a se tornar a obra de Charlotte, o material revela detalhes da vida de uma das famílias mais talentosas da literatura mundial.
Tudo teve início em 1810, quando Maria Branwell, que se tornaria mãe das famosas irmãs Brontë, obteve um livro, em sua terra natal. Dois anos depois, ela se mudou e o exemplar estava entre seus bens que naufragaram em um navio.
O livro foi recuperado intacto e tornou-se precioso para toda a Família Brontë, sendo não apenas uma fonte de leitura, mas também de anotação pelas irmãs Charlotte, Emily, Anne, seu irmão Branwell e seu pai, Patrick.
Em 1861, o livro foi vendido em um leilão depois da morte de toda a família. E, nos anos seguintes, passou por diversos donos, eventualmente, viajando para a América, onde permaneceu em uma coleção particular até 2015.
Comprado pela Brontë Society, descobriu-se joias literárias e históricas escondidas entre suas páginas. Isso inclui anotações, esboços e dois textos nunca publicados de Charlotte Brontë.

Mas este trabalho vai além: especialistas foram convidados a examinar os documentos e apresentam muitas reflexões, incluindo uma sobre a inspiração de Emily Brontë para um dos maiores livros da história: O morro dos ventos uivantes

Resenha feita em parceria com a editora.

Eu fiquei em um impasse um pouco enjoado quando fui escrever a resenha desse livro, pedi alguma orientação aos meus amigos, parceiros da editora e fui até a Dea expressar o quanto eu estava com medo do que e de como escrever.

Os Manuscritos Perdidos de Charlotte Brontë é o tipo de livro colecionável que te tira o chão e o fôlego quando se é apaixonado pela família Brontë. Acredito eu que muitas pessoas também ficaram ou ficarão tão absorvidas pelo tanto de informações que esse livro trás consigo.

Resgatado de um naufrágio, este livro é como se fosse transcrições de um diário de Maria Branwell, matriarca dos Brontë, que foi perdido e resgatado pela família e contém vários pontos e observações, assim como trechos inéditos que acrescentam e muito sobre a família Brontë e o estilo de escrita de Charlotte e Emily.

Esse obra maravilhosa é, digamos, um compilado do ponto de vista de estudiosos especialistas da família Brontë que reuniram provas, antigos relatos e manuscritos que formam todo o conjunto.

Segundo informações contidas logo no início do livro, assim que a casa e os pertences dos Brontë foram a leilão, esses manuscritos foram vendidos a um colecionador que decidiu então vendê-lo para o Brontë Personage Museum, em Haworth Yorkshire. Foi preciso muita ajuda financeira e auxílio de outros museus para que esses documentos chegassem onde estão hoje.

Isso que mais me deixou fascinada por esse livro, ele não conta simplesmente uma história fictícia. Não, ele é um pouco dessa família tão maravilhosa.

Encontramos aqui uma prefácio de Judi Deneh que traz tópicos capazes de instigar nossa leitura. A especialista e curadora principal do museu Brontë, Ann Dinsdale introduz o livro comentando com detalhes a história de The Remains of Henry Kirke White. Sua contribuição é fascinante e abrangente basicamente definindo os cenários das circunstâncias que cercam a origem do livro e a jornada da família. A arqueóloga Barbada Heritage faz uma análise profunda e detalhada sobre Remains dando a história significado e tudo sobre a forma que pertenceu a família.
Emma Butcher faz uma interpretação de um conto recentemente descoberto que foi escrito por Charlotte onde o personagem fictício visita a cidade Cristal Haworth, esse seria uma união entre a realidade e a fantasia. Falando sobre a visão peculiar de Charlotte sobre a masculinidade e também sobre a juvenília Charlotte, Sarah E. Maier traz relatos dos fragmentos extraordinários encontrados no Remains.
Ann-Marie Richardson foi quem trabalhou minuciosamente nas pequenas anotações e desenhos encontrados nos Remains, ela procurou agrupar comentários e alguns transcritos sobre Cathy e fez comparações através das descrições de Emily Bronte em O Morro dos ventos uivantes e a história de amor dividida que teve como inspiração o poema de Kirke White.

Levando em conta que talvez a ordem cronológica e arrumação dos conteúdos e pontos de vista do livro podem ser um pouco distorcidos, este livro é um transcrito de informações dos Brontë extremamente rico de informações sobre a juventude, a criação e o amadurecimento de Charlotte.

Encontramos aqui alguns restos fragmentados de Henry Kirke White, o homem famosamente conhecido por ter miseravelmente aconselhado Charlotte que “a literatura não era um negócio para a vida de uma mulher”.

“Isso tudo faz parte do mistério, e será assunto de debate ainda por muitos anos. Essa notável descoberta acendeu a imaginação de todos, e dá aos leitores do século XXI uma visão extraordinária sobre o mundo da família Brontë.”

Talvez essa não seja uma das minhas resenhas mais convincentes, porém, garanto a vocês que ter esse livro, lê-lo e poder conhecer um pouco mais a fundo a história da família Brontë e manter essa obra na sua estante é mais do que gratificante, é saber que você fez parte de uma geração do nosso século que conheceu e viu fotos de documentos inéditos.

Sobre a Faro Editorial ter trago essa obra para o Brasil, eu só posso enaltecer a publicação, como fã de Charlotte e Emily Brontë sou muito mais do que agradecida em saber que hoje toco em uma parte da família.

Se tudo que citei acima não for motivo suficiente, digo a vocês que o livro é lindo ilustrado, capa dura e cheio de fotos dos manuscritos reais. Favoritei esse livro com louvor e pretendo fazê-lo uma das relíquias mais preciosas da minha pequena biblioteca.

Mazinha

Mazinha

Sou Mazinha, minha idade não importa, né? A alma é eterna KKKKK' Moro em uma cidadezinha inexistente no mapa, sou viciada em Crepúsculo e todas as fanfics baseada nele, o que não quer dizer que a SM seja a minha autora da vida. Amo Romances e tenho me aventurado nos thrillers e segundo a Dani Fernandes eu adoro romance hot, só que nunca confirmei isso! Comecei a ler com 10 anos (vocês que lutem para fazer cálculos, eu sou de humanas).

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