Resenha #336 Por que não podemos esperar – Martin Luther King @FaroEditorial

Resenha #336 Por que não podemos esperar – Martin Luther King @FARO EDITORIAL

Título: Por que não podemos esperar
Autor: Martin Luther King
Lançamento: 2020
Estante: Skoob
Páginas: 176
Editora: Faro Editorial
Comprar: Amazon
Gênero: Biográfico
Estrelas: 5/5

É importante entender a história que está sendo feita hoje, porque ainda há mais por vir, porque a sociedade americana está perplexa com o espetáculo do negro em revolta, porque as dimensões são vastas e as implicações profundas. PALAVRAS PROFERIDAS EM 1964… Em 1963, no Alabama, talvez o estado com maior segregação racial nos Estados Unidos, uma campanha lançada por Martin Luther King demonstrou ao mundo o poder da ação não-violenta. Neste livro, lançado em 1964, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz narra esses eventos, traçando a história da luta pelos Direitos Civis nos últimos três séculos mas olhando para o futuro, avaliando o trabalho que precisava ser feito para a igualdade de direitos e oportunidades aos negros e a seus descendentes. Trata-se de uma análise eloquente dos fatos e pressões que impulsionaram o movimento dos Direitos Civis até as marchas públicas que tomaram as ruas naquela época e inspiram as de nosso tempo. Mais de cinco décadas após sua morte, as palavras de Luther King se mostram atuais para o mundo. No livro, o autor descreve os acontecimentos cruciais que impulsionaram a campanha pela justiça racial, oriunda de um movimento nascido em balcões de lanchonetes e reuniões de igreja, mas que se fez ressoar em todo o planeta. Por que não podemos esperar é um manifesto único, um testemunho histórico e também um alerta. A INJUSTIÇA NUM LUGAR QUALQUER É UMA AMEAÇA À JUSTIÇA EM TODO O LUGAR. MARTIN LUTHER KING JR.

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*Livro cedido em parceria com a editora

Olá! Queridos leitores! Estou aqui para mais uma resenha de um livro da Faro Editorial! Desta vez, ela nos mandou uma obra incrível com um contexto muito importante. 

Este livro, Por que não podemos esperar, lançado em 1964, traz a narrativa de Martin Luther King sobre os acontecimentos de 1963 em Birmingham, cidade do Alabama que era o estado com maior segregação racial nos Estados Unidos. A obra nos dá detalhes sobre como o método de ação não-violenta de King incorporava a dignidade da luta, da convicção moral e do auto sacrifício.

Martin Luther King descreve a realidade do Ser negro em Birmingham e de que modo as leis e a política apoiavam e além disso, intensifivam a segregação racial. O grande exemplo do apoio legislativo e municipal do racismo existente dentro da cidade era Bull Connor (citado várias vezes na obra). Este, segundo o ativista, claramente segregacionista em seus discursos foi eleito comissário de Birmingham e membro do órgão que governava os assuntos municipais. Connor é referido como aquele que orgulhava-se em “manter o negro em seu lugar”, sempre exaltador da supremacia branca. Luther King conta que se você fosse uma mulher ou um homem preto em seu trabalho, você comeria em um lugar separado e usaria o bebedouro e lavatória rotulado como “De cor”, porque as leis estavam em conformidade com isto.

Ao decorrer do livro, o pastor ativista conta sobre suas reuniões e que durante elas, falava sobre a filosofia da não-violência e levava palestrantes locais que descreviam as injustiças e humilhações. Os participantes cantavam canções de liberdade para encher o negro de esperança, pois fazendo tudo isso, centenas de pessoas respondiam o apelo. O movimento compunha-se de idosos, adultos, adolescentes e crianças. É interessante observar durante a narrativa que cada um tinha uma missão dentro dos protestos.

Conforme a campanha se desenrolava, King vai comentando acerca das questões negativas. Muitas pessoas viraram-lhe as costas e massacraram o movimento. A imprensa que mostrava ao mundo e aos Estados Unidos os acontecimentos vorazes que ocorriam dentro de Birmingham faziam críticas aos protestos, alguns do clero chamava-os de extremistas e Martin Luther King demonstrou seu desapontamento com esses seus colegas. No entanto, ele deixou claro em seu livro sobre outras duas forças que eram opostas a sua cruzada: “Uma delas é a força de complacência, composta em parte por negros que estão drenados pelo respeito próprio e senso de “falta de identidade” diz ele e completa, “[…] resultado de longos anos de opressão; e uma parte de alguns negros da classe média que devido a um grau de segurança acadêmica ou econômica, de certa forma, lucram com a segregação, tornaram-se insensíveis aos problemas das massas”.

Martin Luther King tem muito mais a dizer em Por que não podemos esperar e isso incluí as motivações dos protestos e a convicção do negro pelo clamor de liberdade, ademais as dificuldades em manter os protestos como não ter muito apoio da imprensa, de líderes religiosos, da lei vigente do estado e até mesmo do mais importante; de algumas pessoas negras que deveriam compor o movimento.

No livro lemos cartas do líder ativista, de quando foi preso fazendo-nos ter uma maior conexão com os seus sentimentos e constantes pensamentos. “Pessoas oprimidas não podem permanecer oprimidas para sempre. O anseio pela liberdade eventualmente se manifesta por si mesmo, e isso é o que tem acontecido com o negro americano” discorre ele.

Martin Luther King deixou-nos grandes lições em sua trajetória. Então, peço que leiam este livro lançado pela Faro Editorial e escrito por um homem que merece admiração por sua busca pela Liberdade, Igualdade, Respeito e Justiça.

Julia Paranhos

Julia Paranhos

Sou uma estudante de jornalismo completamente apaixonada por livros em especial de romance e aventura. Adoro assistir filmes, séries e doramas. Faço resenhas destes tópicos no Blog e estou extremamente feliz por fazer algo que tanto amo que é escrever.

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