Resenha #369 Será que sou feminista? – Alma Guillermoprieto @editoraZahar

Resenha # Será que sou feminista? – Alma Guillermoprieto @editoraZahar






Título: Será que sou feminista?
Autor: Alma Guillermoprieto
Lançamento: 2021
Estante: Skoob
Páginas: 120
Editora: Zahar
Comprar: Amazon
Literatura: Internacional
Gênero: Ciências Sociais, Ensaios
Estrelas: 5/5

Escrito por uma das principais jornalistas da América Latina, um manifesto corajoso, livre de doutrinas, para que possamos cada vez mais pensar (e viver) o feminismo em toda a sua diversidade.

Alma Guillermoprieto dedicou grande parte de sua carreira a cobrir conflitos e movimentos sociais por toda a América Latina. Ao longo de sua trajetória retratou em crônicas e reportagens a história de mulheres comuns, sobreviventes dos mais diversos tipos de violência.

Neste livro, ela reflete sobre sua própria posição como mulher e se questiona: Será que sou feminista? Sem a pretensão de ter todas as respostas, ela relata suas memórias quando jovem na machista sociedade mexicana e suas referências feministas; relembra encontros com líderes e ativistas; expõe sua visão da estrutura machista, racista e homofóbica que assassinou Marielle Franco; e tece ainda considerações a respeito do movimento #MeToo.

Ao mesmo tempo em que evoca experiências pessoais, Guillermoprieto faz uma releitura das lutas históricas das mulheres, destacando avanços tão significativos quanto a pílula anticoncepcional e o direito ao voto, sem nos deixar esquecer do caminho árido que ainda há pela frente.


*Obra lida em uma cópia antecipada cedida pela Editora Cia da Letras/Zahar e NetGalley*


O livro Será que sou feminista? De Alma Guillermoprieto é um livro que traz questões e debates muito importantes. A autora — uma jornalista que dedicou parte de sua carreira a cobrir conflitos e movimentos sociais por toda a América Latina —, neste presente ensaio, mostra as facetas da maior revolução que teve início há menos de trezentos anos atrás.

Alma Guillermoprieto, introduz sua jornada pela revolução, no apontamento dos grandes saltos impulsionados pelas feministas que lutaram, pensaram, debateram e escreveram livros a favor da luta pela liberdade das mulheres. Durante a tragetória do ensaio, a autora, percorre obras de Andrea Dworkin, Germaine Greer e Simone de Beauvoir, feministas que definiram o machismo, exprimiram como surgiram os códigos machistas e a sociedade patriarcal, e acusaram, de acordo com ela, como é absolutamente inaceitável de uma perspectiva moral e prática que continuemos a viver num universo patriarcal.

A jornalista explora a história do anticoncepcional e sua grande mudança no mundo moderno pois esse método — apesar de algumas problemáticas —, deu a possibilidade às mulheres de escolherem carreiras e integrarem em massa o mercado de trabalho e principalmente decidirem sozinhas quando ter filhos.

Será que sou feminista? Não aborda só as histórias das mulheres que ajudaram a crescer o movimento e a revolução, ele também conta relatos de mulheres que vivem sob o farol da violência criada pela cultura do machismo que as impedem de ter acesso a educação e ao controle de natalidade e que também as obrigam a muito cedo aceitar um marido no qual não desejam. Alma aponta que é necessária a libertação das mulheres, mas que também é necessária a libertação dos homens dos mitos, terrores, obrigações estúpidas que os oprimem nesta cultura.

“O machismo é uma doença que se sofre no nível pessoal: um indivíduo deformado, deturpado pelo mal, exercendo violência contra outros seres que têm um aparelho reprodutivo diverso do seu. Outra coisa é o patriarcado, um sistema completo onipresente, inescapável no mundo inteiro, paralelo ao sistemas econômicos e de governo do mundo e a qualquer estrutura de poder, dos quais é também fundamento.”

Ao longo da obra podemos ver que é posto sob debate o machismo e patriarcado, no entanto, a escritora não aponta só esta questão. Ela demonstra a partir de exemplos, o quanto o Estado é falho em assumir a obrigação formal de proteger a vida e a integridade de suas cidadãs. Estado esse que, se garantisse o julgamento dos crimes de gênero, acarretaria na diminuição do mesmo. 

Por fim, a autora dá nome as grandes mulheres que inspiraram a luta contra a violência. Mulheres como Marielle Franco, María Elena Moyano, Esther Chávez e muitas outras.

Estendo-me na resenha pois há muito o que dizer sobre Será que sou feminista? Eu indico a todas lerem. Este é um livro incrível no qual gere grandes ensinamentos. Tudo o que eu disse ainda é pouco perto da amplitude dos assuntos abordados por ela. E acontece que, ao fim do livro, você leitora, pode sim, encontrar resposta para muitas de suas perguntas, apesar de que Alma Guillermoprieto as lança como dúvidas.

Julia Paranhos

Julia Paranhos

Sou uma estudante de jornalismo completamente apaixonada por livros em especial de romance e aventura. Adoro assistir filmes, séries e doramas. Amo demais escrever sobre tudo isto aqui no blog.

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