Resenha #371 Perfeito para o Papel – Jewel E. Ann @AllBookEditora

Resenha #371 Perfeito para o Papel – Jewel E. Ann @AllBookEditora





Título: Perfeito para o Papel
Autor: Jewel E. Ann,
Lançamento: 2020
Estante: Skoob
Páginas: 324
Editora: AllBook
Comprar: Amazon/AllBook (Ganhe 10% de desconto usando o cupom P10MANUSCRITOLITERARIO no site da editora)
Literatura: Estrangeira
Gênero: Literatura Americana, Romance
Estrelas: 4,5/5

Sinopse: Flint Hopkins encontra a inquilina perfeita para alugar o espaço sobre seu escritório de advocacia em Minneapolis.
Todos os requisitos foram preenchidos na proposta de Ellen. As referências dela são boas. E ela é bonita.
Até…
Flint descobrir que Ellen Rodgers, musicoterapeuta certificada, toca instrumentos musicais. Bongô, violão, canto – nada de Beethoven que se pudesse controlar com fones de ouvido com cancelamento de ruído.
O advogado implacável envia um aviso de despejo para a efervescente ruiva que cantarola eternamente, que é sexy demais para o próprio bem. Mas a sorte está do lado de Ellen, e Harrison, o filho autista de Flint, gosta dela à primeira vista. Um pai solteiro não pode competir com violões – e ratos. Sim, ela tem ratos de estimação.
Essa mulher…
Ela é irritantemente feliz e tem uma necessidade constante de tocá-lo – ajeitar sua gravata, abotoar sua camisa, invadir seu espaço e bagunçar sua cabeça.
Mesmo assim…
Ela precisa ir embora.

O relacionamento de desejo e ódio progride para algo bonito e trágico. Essa sexy comédia romântica explora as coisas que queremos, as coisas de que precisamos e as decisões impossíveis que pais e filhos tomam para sobreviver.


Perfeito para o Papel é um maravilhoso romance, escrito por Jewl E. Ann. Aliás, AllBook, quero mais livros dela no Brasil por favoor.

Nesse livro nós conhecemos Flint Hopkins, um advogado que se divide entre o trabalho e Harrison, seu filho pré-adolescente que possui suas manias e peculiaridades por ser autista leve.

Hopkins se sente culpado pela morte de sua esposa quando seu filho tinha apenas dois anos de idade, pois era ele quem estava dirigindo quando aconteceu o acidente automobilístico que levou sua esposa para sempre. Em razão disso, Flint vive sua apenas em função do trabalho e da criação de Harrison. Esse é o único propósito da sua vida, sua razão de viver.

“[…] Viva ou morra, Flint… mas não fica parado aí no meio só… existindo.”

Tudo começa a mudar quando Flint aluga uma sala em seu prédio para a musicoterapeuta Ellen Rodgers. O que ele não imaginava (por incrível que pareça) é que essa mulher trabalharia fazendo barulho. (Quem diria, não é?)

Após Ellen se estabelecer em seu novo consultório, Flint decide despeja-la por não suportar os ruídos que vem do andar de cima. Mas existe um grande empecilho para isso, e não é a quebra de contrato. Harrison começa a criar uma amizade com Ellen quando ela começa e ensina-lo a tocar violão. Ah, existe outros empecilhos: os ratinhos de estimação de Ellen, animaizinhos que encantam o filho de Flint.

“[…] Eu poderia despeja-la. Sempre tem uma brecha. No momento Harrison é o guardião dessa brecha. Sua obsessão pelo violão – a obsessão por ela – me obriga a ficar parado, quando eu deveria estar chutando a mulher para fora.”

Essa amizade entre Harrison e Elle acaba fazendo com que Flint acabe se aproximando e convivendo mais com a musicoterapeuta que aparentemente não suporta. Onde acham que isso vai levar?

Quando comecei o livro achei que seria como o pilar central o autismo. Coisa que me incomoda um pouco, quando os os autores usam de uma condição e focam somente nela. Crianças autistas são apenas crianças, simplesmente isso. E a autora utilizou o asperger de uma forma tão natural que me deixou muito contente.

Em uma das partes pré-textuais há uma nota da autora que diz o seguinte:

“Esta não é uma história sobre autismo. Esta é uma história sobre vida. E na vida existem crianças com autismo a pais percorrendo um território desconhecido, sem mapa, para dar a essas crianças uma voz e um futuro. Toda criança é única. Toda jornada requer um mapa diferente. […]”

Adorei o fato da autora frisar isso antes do inicio da história, deixa tudo mais lindo.

O livro é muito fofo e divertido, a protagonista, Ellen, me incomodou um pouco no início por ser um pouco “atirada” demais, sabe. Grande parte do tempo ela está flertando com seu senhorio. Achei um pouco maçante, mas logo depois comecei a achar cômico. Ellen é uma mulher decidida e corajosa, que não deixa seu passado atrapalhar seu caminho até a felicidade. Junto disso, não é mulher que baixa a cabeça para homens. Achei isso o máximo.

“[…] Pode tentar me fazer sentir inferior e indesejada, mas eu não sou mais essa mulher. Sendo assim, vai foder com sua mão. Deve ser a única coisa que você dá um dez, seu egocêntrico.”

Jewel E. Ann escreveu um livro fofo, divertido e maravilhoso. Fiquei triste por terminar tão rápido. Minha avaliação foi de 4,5 estelas. Só não avaliei com 5 pois Flint possui problemas com alcoolismo, mas achei que sua história com a doença não foi aprofundada.

E você, já leu Perfeito para o Papel ou algum livro da autora? Conta pra mim.  Se você chegou até aqui, muito obrigado e, até breve!

Crigor Gaspar

Crigor Gaspar

Oi você! Meu nome é Crigor. Sim, por causa do cantor rs. Sou estudante de Biblioteconomia, moro numa cidade litorânea localizada no sul do Rio Grande do Sul e, desde sempre, sou apaixonado por livros. Tenho como sonho e meta de vida incentivar a leitura ao máximo. Então, seja bem-vindo!

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