Resenha #374 Teoricamente Princesa, Reluctant Royals I – Alyssa Cole #Essencia

Resenha #374 Teoricamente Princesa, Reluctant Royals I – Alyssa Cole #Essencia






Título: Teoricamente Princesa (Reluctant Royals #1)
Autor: Alyssa Cole
Lançamento: 2020
Estante: Skoob
Páginas: 304
Editora: Essência
Comprar: Amazon
Literatura: Estrangeira
Gênero: Romance
Estrelas: 5/5

Da aclamada autora Alyssa Cole, a história de uma Cinderela da cidade grande e seu príncipe encantado disfarçado de plebeu.

Dividida entre a pós-graduação e os vários empregos, Naledi Smith não tem tempo para contos de fadas… Ou paciência para os e-mails constantes alegando que ela está noiva de um príncipe africano. Certo. Ok. Excluir! Filha adotiva, ela aprendeu que as únicas coisas em que pode confiar são ela mesma e o método científico, e um e-mail idiota não a convencerá do contrário.

O príncipe Thabiso é o único herdeiro do trono de Thesolo, concentrando as expectativas de seus pais e seu povo. Seu casamento está no topo da lista de prioridades do reino. Sempre obediente, ele localiza sua noiva desaparecida. Quando Naledi confunde o príncipe com um plebeu qualquer, Thabiso não resiste à chance de experimentar a vida – e o amor – sem o peso de sua coroa.

A química entre eles é instantânea e irresistível, e a amizade sedutora rapidamente se transforma em noites apaixonadas. Mas quando a verdade é revelada, uma suposta princesa pode se tornar uma princesa para sempre?


***


Geralmente, histórias com príncipes e princesas – casais realezas – são cheios de frescurinha e alguns nos remetem a romances de época ou assuntos polêmicos passado em outros tempos.

Bom, Teoricamente Princesa é um livro que quebra os paradigmas dessas suposições. Claro que aqui temos um casal representativo, sim o nosso casal realeza é formado por sangue azul africano e se você me perguntar qual a semelhança da história com o filme o Príncipe em Nova York, eu vou te dizer que não existe nenhuma. Porém, essa história também se passa em Nova York ou começa por lá.

Na narrativa a gente vai conhecer Naledi e Thabiso, ou seria Ledi e Jamal? Pode ser que seja uma questão de semânticas, mas temos uma moça que mora em Nova York precariamente e está estudando e lutando pelo seu mestrado em farmácia, a jovem é órfão e depois de sobreviver entre lares temporários e abrigos para jovens, resolveu seguir seu caminho e agora está tentando se manter sozinha.

“… Ela era como o ímã defeituoso; as pessoas tentavam grudar nela, mas havia algo intrinsecamente errado na sua construção…”

Ela vive no equilíbrio de manter suas contas pagas, estudar e conseguir trabalhar como garçonete em um restaurante renomado, sem saber que é herdeira de um trono em um país da África. Quando misteriosamente começam aparecer em sua caixa de entrada e-mails, que ela primeiramente acha que é vírus e depois acha que é um golpe muito bem elaborado, no entanto, um pouco sem sentido.

Thabiso é um príncipe muito bem renomado, querido e extremamente requisitado pelo seu povo em Thesolo, acontece que com a idade já um pouco avançada, segundo as tradições de seu povo, ele precisa urgentemente arrumar uma noiva ou encontrar a sua noiva prometida.

O problema nisso tudo é que Thabiso por mais que seja charmoso e tenha o seu alcance qualquer mulher que desejar, ainda sonha em encontrar, reencontrar a menina com quem teve uma cerimônia de noivado aos 2 anos de idade e que foi prometida a ele por seus pais.

“– O que posso dizer? Me desculpe por ser um embuste, Naledi.
Ledi deu de ombros…
— o embuste é uma doença bastante comum entre homens na faixa dos dezoito aos trinta e cinco anos…”

Graças a sua assistente e uma busca minuciosa finalmente Thabiso encontra ou reencontra Ledi. Claro, que esse reencontro não é nada receptivo, romântico ou caloroso de ambas as partes. Nesse momento Thabiso se transforma em Jamal e passa a ser uma parte constante na vida da moça.

Infelizmente, de uma forma desastrosa a identidade é revelada e todo romance desanda entre os dois. Sendo muito respeitoso, Thabiso toma decisão de se afastar de Ledi, só que ao mesmo tempo o povo de Thesolo enfrenta uma doença devastadora e preocupante.

Sendo uma futura mestrada em doenças endêmicas e uma ótima pesquisadora sobre pandemias e suas causas, Ledi recebe a proposta do príncipe de salvar o seu povo e aí que a história do casal começa a ter um desfecho cheio de reviravolta e emoções.

“Todo mundo quer alguma coisa de você, mas, às vezes, existe uma pessoa para quem você quer dar alguma coisa. Às vezes, o fato de se doar a essa pessoa torna você melhor. E aí não parece tão ruim o que você tem que dar para todos os outros.”

Eu simplesmente estou apaixonado por essa história, acho que o fato deles serem um casal representativo no momento que estamos vivendo uma opressão tão grande sobre racismo e aceitações, livros como ele são um respiro e uma visão esperançosa sobre contos de fadas englobando negros.

Tudo a respeito de Teoricamente Princesa é muito encantador e emocionante. Desde a história de vida inicial e de como Naledi é uma mulher determinada, empoderada e principalmente inspiradora, esse romance é fofo e ao mesmo tempo reflexivo.

Quem aí não espera encontrar o seu príncipe encantado? Claro que na história todas as peças vão se encaixando ao decorrer dos acontecimentos, e em alguns momentos a gente quer muito entrar na cabeça da protagonista e perguntava por que raios ela não avança nesse romance.

“As pessoas que você mais ama são as pessoas que irão mais machucá-la eis uma das grandes charadas da condição humana.”

Do mesmo modo, imagine ter sua vida virada de cabeça para baixo, se apaixonar por um cara que é o seu prometido desde a infância e não saber nada sobre o seu passado.

Eu li a versão digital de Teoricamente Princesa, porém, não vejo a hora de ter esse livro físico e espero ansiosamente que essência lance os outros livros da série.

Embora o final seja um pouco aberto e a gente fica com vontade de ligar alguns pontos específicos, eu não poderia deixar de classificar essa história com cinco estrelas e favoritar.

“…– Se tem uma coisa que posso dizer é que você é perseverante e assumir seus erros. E você se importa. É um bom começo para um futuro Rei. Nunca vai ser perfeito…
— por causa do embutismo? – interrompe ele.
— Porque você é humano. E seres humanos erram.”

Assim como, eu não vou deixar de recomendar a todos vocês que procuram uma leitura leve e rápida, uma leitura que seja apaixonante encantadora.

Mazinha

Mazinha

Sou Mazinha, minha idade não importa, né? A alma é eterna KKKKK’ Moro em uma cidadezinha inexistente no mapa, sou viciada em Crepúsculo e todas as fanfics baseada nele, o que não quer dizer que a SM seja a minha autora da vida. Amo Romances e tenho me aventurado nos thrillers e segundo a Dani Fernandes eu adoro romance hot, só que nunca confirmei isso! Comecei a ler com 10 anos (vocês que lutem para fazer cálculos, eu sou de humanas).

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