Resenha #392 Dumplin’ – Julie Murphy @edvalentina

Resenha #392 Dumplin’ – Julie Murphy @edvalentina







Título: Dumplin’: Cresça e apareça. Faça e aconteça! (Dumplin’ #1)
Autor: Julie Murphy
Lançamento: 2017
Estante: Skoob
Páginas: 336
Editora: Valentina
Comprar: Amazon
Literatura: Estrangeira
Gênero: Romance, Jovem Adulto
Estrelas: 4/5

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre.
Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca.
Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.



Minha sobrinha chama Dumplin’ de “o livro da mulher gordinha”. Sei que elas não fazem isso por mal, afinal de contas a tia delas é uma mulher gordinha. Porém, falar sobre esse livro exatamente trazer esse tema para algumas reflexões.

“Às vezes descobrir que quem você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin’. Will. Willodean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.”

Dumplin’ conta a história de Willodean Dickson, a nossa Will. Uma jovem que tem uma história de batalha com a balança por ter sobrepeso, mas que fique bem claro que ela não tem problema algum com seu corpo. O que acontece é que o Will também é filha de uma ex miss, e aí que mora o problema.

A relação entre mãe e filha é muito conturbada e possui uma lacuna muito grande, uma segue os padrões da beleza e a outra se aceita como é. Infelizmente o apoio que Will sempre teve, era o da sua tia Lucy, que veio a falecer de infarto e levou consigo o seu maior pilar.

“Tem algo sobre o biquíni que faz você pensar que precisa ganhar o direito de usá-lo. Sério, o critério é simples você tem um corpo? Coloque um biquíni.”

Will se aceita como ela é, tem autoestima, amor próprio e não tenta esconder o seu corpo, pelo contrário, ela vive os seus dias sem grandes pretensões mesmo tendo que conviver com as alfinetadas da sua mãe.

Mas as coisas podem tomar um curso diferente quando ela se apaixona, afinal nos padrões da sociedade um garoto lindo e popular não pode se relacionar com uma menina gorda. E aí que a nossa jovem Will decidi provar que sim, ela pode ser gorda e feliz ao mesmo tempo.

“Talvez as gordas, as marcas, as gengivudas e dentuças não costumem vencer concursos de beleza. E talvez não seja norma, mas o único jeito de mudar isso é marcando presença. Porque ninguém vai nos dar nada de bandeja.”

Apesar de algumas situações que a jovem começa a se submeter sejam pura e simplesmente para tentar se enquadrar nos padrões, a gente percebe o quanto ela está sofrendo por tentar mudar a si mesma, quem ela é.

A situação toda tem uma grande reviravolta – isso não é um spoiler -, quando Will decidi participar e ganha o concurso de beleza que a sua mãe está organizando. Mesmo sendo apelidada de bolinho – significado de dumplin’ em inglês -, por sua própria mãe. Jovem supera o trauma e ainda vence o preconceito diante dos olhos daquela que deveria não ter preconceito.

***ML***

Eu sou meio suspeita para falar de livros que abordam qualquer tipo de bullying principalmente o bullying físico. Acho que essa temática, esse tipo de leitura, deveriam ser bem mais trabalhados pela sociedade e principalmente levado até as escolas.

Nem todo mundo tem conhecimento de que algumas brincadeiras podem, e são, prejudiciais a quem tem um estereótipo diferente dos padrões. Acho que Dumplin‘ deve ser lido por todas nós, gordinhas, até entendermos que somos completamente normais e dignas de ser feliz como qualquer outra mulher.

Eu me apaixonei por esse livro assim que vi que a editora Valentina iria trazê-lo para o Brasil, fico triste porque ele não teve tanta hype como outros livros. Afinal, a temática que ele aborda é tão importante quanto outros romances por aí.

“Fazer bem uma coisa não significa que se tem obrigação de fazê-la, só porque é fácil não quer dizer que seja certo.”

Panfleto e com certeza continuarei panfletando esse livro, indicando para que outras pessoas tomem atitude de se aceitar e incentivar outras Will’s que existem por aí. Não é apenas a história de uma gordinha que sofre bullying por sua mãe e pela sociedade, que se apaixona por um garoto popular e bonito. É a história de alguém que foge dos padrões e busca o seu lugar e o respeito que merece.

Tem nota 4, por que em algum momento do livro achei que o Will iria regredir na busca pela aceitação do seu corpo. Mas nada disso atrapalha a leitura, muito menos as reflexões que ela traz. Espero que vocês se deem a oportunidade de ler esse livro e saiam dele repletos de respeito por si mesmo, auto estima renovada e principalmente irradiando amor ao próximo.

Mazinha

Mazinha

Sou Mazinha, minha idade não importa, né? A alma é eterna KKKKK’ Moro em uma cidadezinha inexistente no mapa, sou viciada em Crepúsculo e todas as fanfics baseada nele, o que não quer dizer que a SM seja a minha autora da vida. Amo Romances e tenho me aventurado nos thrillers e segundo a Dani Fernandes eu adoro romance hot, só que nunca confirmei isso! Comecei a ler com 10 anos (vocês que lutem para fazer cálculos, eu sou de humanas).

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