Resenha #354 O Fantasma da Ópera – Gaston Leroux @EditoraPrincipis

Resenha #354 O Fantasma da Ópera – Gaston Leroux @EditoraPrincipis






Título: O Fantasma da Ópera
Autor: Gaston Leroux
Lançamento: 2020
Estante: Skoob
Páginas: 320
Editora: Principis
Comprar: Amazon
Literatura: Estrangeira
Gênero: Literatura francesa, ficção, literatura gótica, literatura clássica
Estrelas: 5/5

Sinopse: Uma criatura enigmática e mascarada perambula pela Ópera de Paris, levantando rumores entre os artistas e funcionários que ali frequentam. Acontecimentos assustadores fazem com que a direção do teatro considere que um Fantasma realmente assombra o lugar. A misteriosa figura mascarada passa a visitar Christine Daaé, uma jovem cantora lírica, e dá a ela lições de canto, planejando transformá-la na prima-dona da Ópera de Paris e seduzi-la. A jovem acredita que a voz que ouve é do Anjo da Música que a fará triunfar e então sela com ele um pacto. Terror, ciúmes, traição e tragédia, permeiam a relação do gênio da música e Christine.

Sendo um dos clássicos mais conhecidos presente na literatura gótica mundial, O Fantasma da Ópera, foi escrito por Gaston Leroux e teve sua publicação em formato de folhetim entre 1909 e 1910. Tornando-se por fim, a obra-prima do autor.

O livro conta a história de Christine Daaé, uma jovem integrante do balé da Ópera Popular de Paris que, certo dia, começa a receber lições de canto de uma voz que parece vir do além. Christine acredita que a voz que ouve pertence ao Anjo da Música, criatura que seu pai, antes de sua morte, prometeu lhe enviar quando estivesse no céu.

Enquanto isso, dois novos administradores chegam para assumir a gestão da ópera, no entanto, se deparam com uma criatura que assombra as paredes do teatro. Criatura essa que faz exigências aos administradores para mantes a paz no local.

Ele é prodigiosamente magro e sua veste preta flutua sobre uma moldura esquelética. Seus olhos são tão profundos que mal se podem distingui-los das pupilas imóveis. Só se veem, de fato, dois grandes buracos negros, como nos crânios dos mortos. Sua pele, esticada sobre a ossatura como a pele de um tambor, já não é mais branca, mas feiamente amarelada…

Com o apoio de seu Anjo da Música, Christine começa a ganhar destaque nos palcos da ópera como cantora principal. Surpreendendo assim , não só ao publico como a si mesmo com tamanha sua potencia vocal.

Estando sob os holofotes, nossa protagonista chama atenção de Raoul, o Visconde de Changy. Seu amigo de infância que não tinha contato há muito tempo. Raoul, por sua vez, começa a enxergar a cantora com olhares apaixonados e tenta uma aproximação. De início, Christine parece não reconhece-lo. Mas com o tempo percebemos que há algo errado com a jovem.

Os novos administradores da Ópera Popular se negam a acreditar que realmente exista um fantasma no local e, por acreditarem ser um brincadeira dos seus antecessores, não atendem os pedidos da entidade.

A partir disso e da aproximação que Christine tem com o Visconde, desastres além da imaginação começam a acontecer na ópera de Paris e, em paralelo, a jovem cantora descobre que seu tutor é a mesma criatura que aterroriza a ópera.

Se eu não voltar para ele, podem acontecer grandes tragédias! Mas não posso mais! Não posso mais! Sei que devemos ter pena das pessoas que vivem debaixo da Terra , mas ele e demasiado horrível!

Assim como nós, Christine fica dividida se deve seguir com seu novo amor ou então, ser refém da criatura que habita o subterrâneo do teatro.

O livro de Leroux foi adaptado muitas vezes para o cinema e a televisão, assim como para os palcos. A peça The Phantom of the Opera, escrita por Andrew Lloyd Webber é a produção que está a mais tempo em cartaz na Broadway. Já ultrapassando a marca de 30 anos consecutivos.

Eu sou completamente apaixonado pela peça (tanto que em 2018 fui para SP só para assistir a versão nacional), então tinha altas expectativas para o livro. E vou te dizer, não me decepcionou. O livro é muito bem escrito, tanto que ficamos divididos entre Raoul e o Fantasma, já que o autor nos mostra o motivo da criatura não ter escrúpulos. Muitas das vezes, me peguei justificando as atrocidades cometidas por ele pela forma como que ele cresceu e foi tratado ao longo da vida. O livro mostra de forma clara o que pode acontecer com uma pessoa que não conhece o que é o amor e a empatia. O que é ser excluído da sociedade por conta de sua aparência, independente de suas habilidades e qualidades.

Falando um pouco sobre a edição, a Principis caprichou na tradução e no projeto gráfico. Com muitas notas de rodapé que facilitam muito a leitura. Estou apaixonado.

Por fim, minha classificação foi de 5 estrelas e com certeza já está favoritado. Amo demais! Alguém aqui já leu? Conta aí. Se você chegou até aqui, muito obrigado! Até breve!

Crigor Gaspar

Crigor Gaspar

Oi você! Meu nome é Crigor. Sim, por causa do cantor rs. Sou estudante de Biblioteconomia, moro numa cidade litorânea localizada no sul do Rio Grande do Sul e, desde sempre, sou apaixonado por livros. Tenho como sonho e meta de vida incentivar a leitura ao máximo. Então, seja bem-vindo!

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