Resenha #399 Willa, a garota da floresta – Robert Beatty @FaroEditorial

Cheio de ação e aventura o livro conta a história de uma garota mágica que pertence aos Faerans, um povo da floresta. O livro também aborda sobre o desmatamento e suas consequências de um modo peculiar.
8 Shares
8
0
22
Resenha #399 Willa, a garota da floresta – Robert Beatty @FaroEditorial






Título: Willa, a garota da floresta
Autor: Robert Beatty
Lançamento: 2021
Estante: Skoob
Páginas: 304
Editora: Faro Editorial | Selo Milkshakespeare
Comprar: Amazon
Literatura: Internacional
Gênero: Aventura, Fantasia, Infantojuvenil
Estrelas: 5/5

Quem é essa garota querendo desafiar o mundo? Willa é uma garota da floresta que sai à noite para buscar mantimentos para o seu clã. Sua missão é entrar escondida nas cabanas das pessoas e pegar o que eles têm em excesso. É uma tarefa arriscada ― se for apanhada será o seu fim. O povo do dia mata tudo o que não conhece, foi o que sempre ouviu. Numa noite, quando retorna para a sua comunidade, Willa começa a questionar aquele modo de vida, os furtos, a que era obrigada, e vai descobrindo que nem todas as pessoas do povo do dia são ruins e nem todos em sua comunidade são bons. Então muitos dos ensinamentos que recebeu desde a infância começam a desmoronar.

*resenha feita em parceria com a editora*

Willa, a garota da Floresta é um livro juvenil publicado pelo selo Milkshakespeare da Faro Editorial, escrito pelo autor best-seller Robert Beatty e em breve será adaptado para as plataformas de Streaming. Cheio de ação e aventura o livro conta a história de uma garota mágica que pertence aos Faerans, um povo da floresta. O livro também aborda sobre o desmatamento e suas consequências de um modo peculiar.

Willa é uma fada da floresta, uma das últimas que ainda restam em seu Clã. Ela aprendeu com sua avozinha todos os costumes de seus ancestrais, a língua antiga, as canções, a forma correta de se comunicar com as plantas e animais para que a magia dos espíritos antigos funcionem. Mas esses costumes há muito tempo foram banidos de seu Clã, e tudo relacionado a eles é proibido entre seu povo, então Willa tinha que treinar seus poderes de forma escondida. Para isso ela sempre saía sozinha, o que era totalmente inaceitável pelos Faeran pois todos tinham a obrigação de sair em grupos, e assim os outros a tratavam com desconfiança.

Não existe eu, apenas nós.

Ela não era apenas uma fada da floresta mas também uma Jaetter, não por opção, todas as crianças que sobreviviam eram obrigadas a se tornar um Jaetter. Sofriam um treinamento difícil e cruel para se tornarem ladrões, invadiam as casas dos “povos do dia” para roubarem qualquer coisa que aparentasse ter valor e levar ao Padaran, o grande líder dos Faeran.

Willa era uma Jaetter muito boa, sempre trazia sua sacola cheia de riquezas, e ganhava elogios do Padaran. Apesar das dificuldades ela estava acostumada com a vida que levava, até que um dia tudo começou a mudar. Um ato de bondade de um humano, povo que ela temia pois o Padaran sempre dizia coisas horríveis e assustadoras sobre eles, e coisas estranhas que ela encontrou numa área proibida da toca a fizeram questionar sobre o que realmente estava acontecendo bem debaixo dos olhos de todos, mas ninguém parecia enxergar.

Conforme Willa descobre os segredos que envolve o Padaran e seus fiéis guardas, seu mundo começa a desmoronar. “O saber traz a morte” dizia a sua vó, e infelizmente ela estava certa.

Naquele exato momento, parecia que ela podia ver todos os pedaços quebrados do mundo, de uma forma que ninguém mais podia. E um desses pedaços quebrados era ela.

Além de Willa há outro personagem que também passa por poucas e boas nessa história, Nathaniel. O cara é um humano comum, uma pessoa de bom coração, mas que tem sofrido ferozes golpes da vida. Quando ele conhece Willa é como se um raio de sol invadisse a escuridão de sua alma.

Ao longo do livro Willa e Nathaniel desenvolvem uma linda amizade, começa frágil, mas depois se fortalece. Foi muito bom acompanhar essa relação bonita que tiveram, aprendendo um com o outro e curando suas feridas. Nós conhecemos um pouco da vida de ambos, suas dores e alegrias, é impossível não se apegar a esses dois personagens.

A história tem um bom período de calmaria, mas de modo algum ficou tedioso, pois é nesse momento que conhecemos melhor suas histórias e sentimentos. Também acontece muita ação e cenas emocionantes, de deixar o coração apertado. Revelações, gritaria, inveja, tortura, loucura, justiça, fidelidade, amizade e amor, são um pouco de tudo o que você vai encontrar nessa história encantadora e mágica.

– Willa da Floresta – disse ele com suavidade, o som do mistério em sua voz, como se houvesse coisas no universo que ele simplesmente não entendesse. – É quem você é – disse ele. – Você é minha Willa da Floresta.

Eu gostei de mais desse livro, principalmente por Willa, por ser uma personagem forte e cativante. Os outros personagens tiveram sua importância e destaque no momento necessário, mas eu gostaria que alguns tivessem mais participações, como a Gillen, ela tinha potencial e espero que apareça mais no próximo livro.

É importante lembrar que essa história se trata de uma Duologia e, portanto, algumas coisas ficaram em aberto, mas mesmo que não houvesse, o final já estaria muito bom. Minha ansiedade está a mil para ver essa história nas telinhas, pena que ainda demora um pouco.

Sabe aquela sensação gostosa de quando você termina de ler um livro bom? Eu estou assim agora e espero que você também aprecie muito a leitura.

Até breve.

30 Shares
2 comentários
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *